Um dos jutsus (técnicas ninja) mais incríveis presentes no anime Naruto, é sem dúvida, o Kuchiyose no jutsu (técnica de invocação). Ela permite ao usuário ser capaz de invocar seres, animais, armas, criaturas e até mesmo espíritos. Mas você já se perguntou, como surgiu a ideia para criação desse jutsu? Eis aqui alguns fatos que possuem ligação com o Kuchiyose no jutsu;  mas antes, um breve conceito sobre o a técnica de invocação:

Kuchiyose no Jutsu (Técnica de Invocação), permite que um ninja invoque animais, objetos, seres e até mesmo mortos, para lutar em seu lugar ou ao seu lado. O ninja normalmente assina um contrato de sangue, geralmente com determinadas espécies de animal, o que permite que ele os invoque em diferentes tamanhos e características (habilidades, armas, etc.). A habilidade para invocar seres do mais alto nível, depende unicamente da quantidade de chackra imposta pelo usuário.

Kuchiyose-no-Jutsu-Cultura-Japão

Para ter sucesso na invocação, o usuário precisa oferecer uma pequena quantia de seu sangue em troca e realizar os selos de mão necessários:  Inu, tori, Saru e Hitsuji, que significam respectivamente: Porco, Pássaro, Macaco e Cachorro.

A base para a criação deste jutsu seria a antiga técnica milenar para invocar shikigamis usada pelos antigos onmyoji. Mas o que seria um shikigami?

Shikigami;

Na Mitologia Japonesa, Shikigami  são espíritos invocados para servir e proteger um Onmyoji. Diz a lenda que antigos sacerdotes e sacerdotisas japoneses eram capazes de invocar shikigamis para auxiliá-los na proteção e batalha contra maus espíritos. Os shikigami podem assumir a forma de pássaros ou outros animais e o mais poderoso dos shikigami pode até assumir a forma de uma pessoa.  A quantidade de habilidades que um shikigami possui depende do potencial do Onmyoji.

Shikigami-Cultura-Japão

Onmyoji

Os onmyoji eram especialistas em magia e adivinhação. Suas responsabilidades variavam de tarefas; tais como manter o controle do calendário e as tarefas místicas; como a adivinhação e proteção da capital contra os espíritos malignos.

Kuchiyose-no-Jutsu-Cultura-Japão

Porém as formas de se invocar um shikigami podem ser um tanto cruéis, como por exemplo, a técnica de invocar um Inugami (espírito de um cão/lobo):

A crença geral é que um Inugami é criado ao enterrar um cão até o pescoço e colocar comida em torno dele, de forma que ele não possa alcançar. Levará dias para o cão morrer, e durante este tempo o mestre do cão passará repetindo as seguintes palavras: “A sua dor não é nada comparada a minha”. Vários dias depois, quando o cão está prestes a perecer, torturado por alucinações e no pico de sua fome, sua cabeça deve ser cortada e enterrada num local de grande movimento. O barulho perturbará ainda mais o espírito do cão, e fará com que ele se transforme num Inugami, que automaticamente voará em busca de comida. O alimento ao redor do cadáver agiria como uma oferta para aplacar o espírito vingativo do Inugami, e, assim, torná-lo obediente ao Inugami-mochi (mestre humano). Depois de um certo tempo, a cabeça e o corpo deve ser colocado em um bem preparado santuário, a partir de então,  um Inugami pode ser evocado. Esta é mantida segura (e longe de olhares indiscretos) em um santuário secreto na casa de seu dono. Conta-se, que as  vezes, o Inugami poderá assombrar o seu mestre, algo nada espantoso devido ao ritual infligido ao animal.

*Os acontecimentos relatados acima correspondem aos contos folclóricos da cultura japonesa, por favor não tente fazer isso em casa.

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Inugami presente nos jogos da franquia “Shin Megami Tensei”.

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Em “Gar-rei ZERO”, Byakuey é um Inugami invocado como um shikigami.

Outro fato interessante é que antigamente os guerreiros responsáveis por emboscadas utilizavam de animais peçonhentos para atacar o inimigo de forma discreta, a ponto de que a tropa inimiga pudesse acreditar que fosse um acidente. Cães e lobos também eram utilizados em certas guerras pelo fato de  serem ágeis em seus ataques.

Felipe Baros

Felipe Baros

Um jovem que gosta de games (pokemon principalmente), animes, filmes e é claro a belíssima cultura japonesa.